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Um bê-a-bá das cabras

Autor: Julie Lenoch, Kelly Romero e Heidi Shaff - 01/10/2005

 
Você vai iniciar a criação de cabras, quase como animais de estimação?
É necessário, então, saber algumas coisas.
 
 
Cada bicho com seu nome
 
Cabrita, ou marrãzinha........... Fêmea imatura
Cabrita jovem, ou marrã......... Fêmea jovem
Cabra................................... Fêmea adulta
Cabrito................................. Animal com menos de 6 meses de idade
Bodete, ou Cabrito jovem...... Macho imaturo, jovem
Bode.................................... Macho adulto
Capão.................................. Bode castrado
Chevon................................. Carne de caprino
Mohair.................................. Fio de pêlo de cabra Angorá
Casemira          Fio de pêlo de cabra Cashmere ou Pashmina
 
 
Fatos Fundamentais
- Expectativa de vida: de 10 a 12 anos, mas pode atingir os 30.
- Vida produtiva de uma cabra leiteira ou de lã: 7 anos.
- Espaço necessário por cabra: 4,57 m², interno e 60 m² externo.
- Idade para procriar: de 8 a 10 meses.
- Tempo de gestação: 150 dias.
- Número de cabritos por gestação: 1 ou 2 filhotes.
 
Detalhes de comportamento
- São animais sociáveis e apreciam a companhia de outros animais de fazenda.
- São notórios. Conseguem abrir portões.
- São muito espertos. Eles conseguem pular cercas e cavar sob elas.
- Respeitam cercas elétricas.
- Investigam o ambiente, fazendo uso de suas bocas.
- Podem ser ensinados a guiar; vêm quando são chamados e ficam em pé para serem tosquiados e ordenhados.
- São escaladores á­vidos.
- Podem mascar cascas de árvores, se faltar comida.
- Os jovens machos, às vezes, demonstram comportamento agressivo.
 
Cabras não são carneiros
As cabras têm 60 cromossomos, os carneiros têm 54. Os híbridos de caprino com ovino são raros (chabinos, ou musmones).
A maior diferença entre os caprinos e ovinos está na alimentação. Os carneiros são animais de pasto, enquanto as cabras gostam de comer as folhas das árvores.
As cabras, embora sejam animais sociáveis, não são animais de andar em lotes ou rebanho, como os carneiros. Em época de chuva, diferentemente do que acontece com os carneiros, as cabras procuram abrigos.
Caso os machos de ambas as raças se misturem, os carneiros irão dominar, pois os bodes levantam-se sobre as patas traseiras e se jogam para baixo para golpear na cabeça, enquanto os carneiros correm para golpear com a cabeça. Outra diferença perceptível é que as cabras têm um rabo ereto, os carneiros têm rabos pendurados. Há, ainda, a presença de barbicha nos caprinos. (O livro “A criação da cabra & da ovelha no Brasil” traz várias dezenas de diferenças entre caprinos e ovinos.)
 
Alimentação dos cabritos
Os cabritos devem mamar de 8 a 10% do peso de colostro nas primeiras 12 horas de vida. A alimentação deve ser feita por mamadeira, se o cabrito é órfão ou incapaz de amamentar na mãe.
O período de desmame acontece por volta das 8 a 12 semanas de vida para a maioria dos caprinos, exceto a raça Angorá, que acontece aos 4 meses. O desmame deve ser feito gradual­mente, introduzindo alfafa e feno na dieta, começando com uma semana de idade. O pasto deve ser introduzido na 4ª semana de vida.
 
Alimentação dos adultos
 
Feno - A quantidade de feno oferecida diariamente equivale a 3% do peso do corpo. Sempre colocado à disposição do animal.
Grão ou concentrado - A alimentação com grãos e concentrado é necessária somente no inverno ou quando as cabras não têm acesso a bom pasto.
Os animais devem ser alimentados com pequenas quantidades de grão (cerca de 450 g por dia). Excesso de grãos pode provocar acidose ruminal. Não é recomendado, portanto, a armazenagem de grãos nos comedouros.
Respeitar a especificidade dos alimentos. As cabras devem comer os concentrados feitos para caprinos. Pa­ra uma digestão adequada, os grãos não devem ser ralados, descamados ou rachados.
Suplementos - a) Soda para cozimento: disponível como livre opção (podem comer quando quiserem e se quiserem) para reduzir a acidez do rúmen. b) Sais minerais à livre escolha. Pode-se utilizar sal mineral para ovinos, que deve ser enriquecido com cobre. c) Em regiões em que há defi­ciên­cia de selênio no solo, recomenda-se a suplementação. Se a região for rica neste mineral, a suplementação deve ser evitada.
 
Sanidade geral
 
Vacinações muito importantes - Os cabritos devem ser vacinados na 4ª, 8ª e na 12ª semana de vida. Depois a imunização deve ser anual. Um mês antes da parição, as cabras devem ser imunizadas. A imunização dos animais adultos deve ser feita anualmente. Recomenda-se a utilização do Clostrodium perfingens tipo vacina toxóide C & D.
 
Vacinações variáveis e importantes - Em áreas onde ocorrem doen­ças endêmicas, como a leptospirose bacteriana, ectima contagioso e infecções por clamídia, as cabras devem ser vacinadas um mês antes do parto. A vacina contra o ectima contagioso não deve ser utilizada em recém-nascidos, pois pode provocar a doença nos animais com a imunidade comprometida.
 
Controle de parasita - No controle de parasitas, os animais adultos devem ser tratados a cada seis meses.
- Os cabritos devem ser tratados precisamente antes do desmame, 3 semanas após desmame e com seis meses de idade.
- Os vermicidas utilizados devem ser utilizados alternadamente para evitar a resistência dos parasitas.
- Os vermicidas mais comuns são o Benzimadazole (Thiabendazole, Mebendazole, Cambendazole e Fendendazole), produtos Levamisol e Ivermectin (Ivomec).
- O removedor de parasitas Extabar deve ser aplicado no outono, época em que há maiores ocorrências de piolhos.
- É importante repetir a dose do remédio duas semanas mais tarde para matar ovos de parasitas recém-incubados.
 
Saúde do casco - Os cascos dos caprinos devem ser aparados, no mínimo, uma vez a cada seis meses.
- Deve-se utilizar tesouras grandes e pontiagudas próprias para o corte dos cascos.
- Uma pessoa experiente na apara deve ser consultada para aconselhar e dar dicas sobre as técnicas de apara.
- A pata da cabra deve ser levantada enquanto ela está em pé. Não se deve assentá-las de traseiro, como os carneiros.
- A camada do casco que cresceu sobre a sola deve ser retirada; o dedão do pé deve ser diminuído, e a sola e o calcanhar devem ser nivelados.
- Não se deve cortar demais, para evitar ferimentos e sangramentos.
 
Julie Lenoch, Kelly Romero e Heidi Shafford - Universidade do Colorado (EUA).
 
Publicado no Be 82





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